Pesquisa Global com Lideranças Educacionais (2022). Participe até 14 de agosto!

Vivemos um momento delicado em que é necessário ter um olhar estratégico e muita dedicação para trabalhar pela mitigação dos impactos gerados pelo isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19 na aprendizagem dos estudantes.  

Com o objetivo de compreender mais profundamente os desafios enfrentados pelos gestores educacionais em países de renda média e baixa, no contexto pós-isolamento, convidamos você a responder, até o dia 14 de agosto, a segunda Pesquisa Global com Lideranças Escolares (2022) realizada pela Global School Leaders (GSL) com apoio do Centro Lemann e organizações parceiras. 

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Organização internacional sem fins lucrativos, a GSL trabalha pela mobilização e formação de lideranças escolares e tem como compromisso possibilitar uma educação de excelência para todas e todos os estudantes. 

As perguntas da pesquisa deste ano investigam como tem sido a articulação das lideranças e escolas para a recomposição das aprendizagens e para a atenuação dos impactos na saúde mental e no bem-estar da comunidade escolar.

Estão convidados a responder diretoras(es) e vice-diretoras(es), coordenadoras(es) pedagógicas(os) e equipe administrativa das escolas. Lembramos que o preenchimento é voluntário, anônimo e sem fins lucrativos.

Participe até o dia 14 de agosto de 2022! Agradecemos antecipadamente, reforçando que a sua resposta é muito importante para nós.  

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Clique aqui e acesse os resultados da pesquisa realizada em 2021.

Viagem ao norte: Centro Lemann visita os municípios de Maués (AM), Breves (PA) e Bagre (PA)

O Programa de Lideranças Educacionais do Centro Lemann possui abrangência nacional. Atuamos em 56 municípios das cinco regiões do país. Em 49 deles, oferecemos formação com duração de 2 anos letivos e carga horária de 360 horas. Nos outros sete, apoiamos os processos de seleção e recrutamento de gestores escolares.

Para que as nossas ações sejam relevantes e efetivas, torna-se fundamental interagirmos com a realidade local, experienciando o cotidiano das lideranças educacionais, tendo contato com os desafios que enfrentam e acompanhando o impacto do nosso programa em suas práticas e resultados.

Foi com esta intenção que Anna Penido, nossa diretora executiva, Rogers Mendes, gestor do Programa de Formação de Lideranças Educacionais, e Veveu Arruda, membro do nosso Conselho Consultivo, percorreram três municípios: Maués (AM), Breves e Bagre (PA). As localidades integram o grupo de 12 redes e 289 gestores da região Norte que participam da nossa iniciativa. 

No artigo a seguir, “Em Busca do Norte”, Anna Penido conta sobre como foi impactada pela visita. Quer saber mais? Leia o texto abaixo.

Em Busca do Norte

por Anna Penido

Insignificância e ignorância. Fui abalroada por esses dois sentimentos enquanto adentrava o interior da região amazônica. Sobrevoar aquela imensidão de rios e florestas fez com que eu me desse conta da minha pequenez diante de tamanha exuberância. Interagir com a população e a realidade local me permitiu perceber que não sabemos quase nada sobre aquela parte do país, não entendemos coisa alguma do que se passa por lá e contribuímos menos ainda para mitigar as muitas adversidades que a ameaçam.

Ao longo de cinco dias, visitei três municípios dos estados do Amazonas e Pará que participam do nosso Programa de Formação de Lideranças Educacionais. Compartilhei a aventura com os colegas Rogers Mendes e Veveu Arruda, respectivamente gestor e conselheiro do Centro Lemann. Nosso intuito era compreender como as nossas ações estavam chegando nas redes municipais de educação de Maués (AM), Breves (PA) e Bagre (PA) e o que fazer para torná-las mais atraentes e relevantes para secretárias(os), técnicas(os) que acompanham as escolas e diretoras(es) escolares daquelas localidades. Tenho esperança de que a nossa viagem provoque impactos positivos no desenvolvimento desses gestores, mas a única certeza que carrego comigo é a de que fui a pessoa mais impactada por essa experiência.

A bordo de aviões grandes e pequenos, lanchas, barcos e navios, pude constatar que, na região norte, as ruas e estradas são mesmo os rios, e as distâncias são medidas por tempo e não por quilometragem. As escolas públicas localizadas na sede dos municípios são maiores e mais bem equipadas, mas a maioria das unidades escolares está espalhada por dezenas de comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, localizadas a até 14 horas de deslocamento fluvial. Muitas salas de aula são multisseriadas, e um ou dois professores dão conta de toda a organização escolar, da merenda às atividades pedagógicas, passando pela articulação com as famílias. As escolas indígenas são bilíngues e têm ainda o desafio de trabalhar com idioma, currículo e calendário adaptados à cultura e realidade do seu povo, com participação ativa do cacique em todas essas definições.

O maior entrave para a participação das lideranças educacionais no nosso programa é a instabilidade do acesso à internet. Em dias de chuva, nem os celulares funcionam. A interrupção constante do sinal desanima aqueles que não conseguem acompanhar as atividades on-line. Sugerimos que os prefeitos equipem espaços de formação com computadores potentes e a melhor internet disponível no município, para que os gestores possam não apenas ter acesso à tecnologia, mas ainda dispor de tempo e tranquilidade para usufruir ao máximo das atividades e conteúdos que elaboramos com tanto cuidado. Ainda assim, a solução definitiva só virá se o governo federal pressionar e oferecer contrapartidas às empresas de telecomunicações para que forneçam melhor conectividade nas áreas mais remotas do país.

Também nos preocupamos em checar se as referências e os materiais que utilizamos fazem sentido para as lideranças da região. Foi revoltante perceber o quanto as políticas nacionais desconsideram as especificidades amazônicas e criam regras, condições e protocolos impossíveis de serem implementados naquele contexto tão particular. Da nossa parte, queremos assegurar que o nosso programa faça com que os gestores educacionais desses municípios se sintam menos isolados e verdadeiramente incluídos na nossa formação.

Acreditamos que essas lideranças têm papel fundamental na garantia de uma educação pública de qualidade para cada estudante, mas sabemos que precisam muito de formação e apoio para dar conta dos seus desafios. Nas nossas visitas às escolas locais, não tive a oportunidade de ver um único estudante em atividade pedagógica. Alguns estavam em horário de intervalo, outros em feriado facultativo e ainda tinham aqueles que estavam com aulas suspensas porque não havia combustível no município para abastecer os barcos que fazem o transporte escolar. Isso tudo após dois anos de escolas fechadas por conta da pandemia, com pouco ou nenhum acesso dos alunos a materiais físicos ou atividades remotas.

Despida do meu verniz urbano, percebi que, ao longo da nossa viagem, meu organismo começou a pulsar cada vez mais no ritmo da floresta. Meus sentidos ficaram mais apurados e meus instintos foram se sobrepondo ao pragmatismo que me ajuda a sobreviver na selva de pedra. Enquanto sentia o vento agitar os meus cabelos e a água dos rios respingar na minha face, observava a minha indignação crescer frente às injustiças que impedem tantas pessoas no nosso país de ter seus direitos essenciais assegurados.

No último dia da nossa excursão, em uma roda de conversa com lideranças de Bagre, meu coração se animou ao ouvir relatos de que a formação do Centro Lemann tem gerado transformações pessoais profundas e um olhar mais sensível para a questão da equidade. Um dos técnicos nos contou sobre a sua decisão de finalmente matricular o filho autista em uma escola da rede, e a diretora que o recebeu afirmou seu compromisso de garantir que a sua unidade escolar seja cada vez mais inclusiva. Provocada pelo nosso programa, a rede encontrou alternativas para transportar os estudantes de áreas mais remotas no período em que os igarapés secam, e há novas estratégias pedagógicas sendo pensadas para esse momento de recomposição de aprendizagens. As mudanças de visão e de prática ainda são iniciais, mas renovam o nosso oxigênio e a nossa capacidade de acreditar que a Amazônia é mesmo o pulmão do mundo.

Confira na galeria abaixo imagens dessa jornada.






Acontece durante o mês de junho o primeiro encontro presencial do Programa de Formação de Lideranças Educacionais do Centro Lemann

Depois de uma série de encontros virtuais, os participantes do Programa de Lideranças Educacionais do Centro Lemann têm a oportunidade de trocar experiências presencialmente, mergulhar de maneira ainda mais profunda em um processo de transformação, fortalecer vínculos e sonhar coletivamente. 

Os encontros acontecem até o final do mês de junho de 2022, em nove polos espalhados pelas cinco regiões do país, e reúnem cerca de 2.000 pessoas. Além de Caruaru (PE), onde iniciaram os encontros,  acontecem formações em Sobral (CE), Mata de São João (BA), Goiânia (GO), Belém (PA), Maués (AM), São Paulo (SP), Ponta Grossa (PR) e Joinville (SC). 

O primeiro encontro presencial marca o início do Módulo 2 da formação, focado em Liderança para Equidade. As(os) participantes serão convidados a refletirem sobre o seu projeto de vida e se conectar ao propósito de promover educação com equidade; ampliar seus conhecimentos e consciência sobre como aprimorar sua atuação enquanto líderes para promover maior nível de equidade em suas redes e escolas, e a expandir sua capacidade de desenvolver e utilizar suas competências para mobilizar pessoas, tomar decisões e resolver desafios complexos relacionados às desigualdades educacionais, de forma compartilhada. 

O encontro tem dois dias de duração. A programação inclui momentos de mergulho interior, com foco na trajetória e projeto de vida das(os) participantes, permitindo reflexões voltadas para a transformação pessoal, mas é marcada também por muitas trocas, reflexões coletivas e exercícios práticos de priorização, co-criação de soluções e prototipação a partir de problemas reais, enfrentados pelas redes e escolas.

Rogers Mendes destaca: “O programa de formação proporciona a constante autorreflexão e desenvolvimento por meio da análise de teorias, trocas de experiências e perspectivas entre os participantes. O momento presencial, nesse sentido, potencializa esse processo por meio de interações mais intensas e produtivas no calor do contato mais afetivo”.

Confira abaixo fotos dos encontros:

I Encontro Presencial do Programa de Formação e Mentoria em Pesquisas sobre Equidade na Educação do Centro Lemann

No último final de semana, foi realizado  o I Encontro Presencial do Programa de Formação e Mentoria em Pesquisas sobre Equidade na Educação do Centro Lemann, em Sobral (CE)!

Foram dias enriquecedores, com trocas entre mentoras(es) e pesquisadoras(es) em início de carreira das cinco regiões do Brasil, que deram início à produção de conhecimento e soluções para promover equidade e reduzir as desigualdades educacionais do país

Os participantes do programa ainda puderam se encontrar com pesquisadoras(es) e gestoras(es) educacionais de Sobral e também visitar escolas locais para verificar a implementação das políticas públicas que buscam promover o aprendizado de qualidade nas escolas da cidade.

Ficamos felizes com esse encontro, que foi só o começo de um programa que tem duração de um ano e vai apoiar pesquisadoras(es) em início de carreira a ampliar seu repertório nas áreas de metodologias de pesquisa e políticas educacionais, além de oportunizar que ajudem redes municipais de educação a realizar diagnósticos e propor soluções para promover equidade nas suas escolas.

Pesquisadores em início de carreira e mentores no I Encontro Presencial do Programa de Formação e Mentoria em Pesquisas sobre Equidade na Educação do Centro Lemann | crédito: Dinho Fotografia

Você sabe o que é o Desenho Universal para a Aprendizagem? Leia o artigo escrito por Rodrigo Mendes e saiba mais! 

Convidamos Rodrigo Mendes, integrante do nosso Comitê de Especialistas e fundador do Instituto Rodrigo Mendes, organização que desenvolve programas de educação inclusiva, para compartilhar conosco alguns componentes-chave de um processo pedagógico que leve em conta a inclusão de todas e cada uma das pessoas envolvidas. 

No artigo “Planejamento apurado e tecnologias digitais: aliados decisivos da inclusão escolar”, Rodrigo explica o que é o Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), um modelo que surgiu em 1990 e tem como objetivo apoiar educadores no atendimento a perfis diversos de estudantes, em um mesmo ambiente de ensino, sem abrir mão do compromisso de cultivar altas expectativas em relação à aprendizagem de cada um e cada uma. 

Confira o artigo completo abaixo e vamos, juntas e juntos, promover e fomentar a educação inclusiva em todo o país.

Planejamento apurado e tecnologias digitais: aliados decisivos da inclusão escolar

Rodrigo Mendes

Nos anos 1990, um grupo de professores da Universidade de Harvard, liderado por David Rose, engajou-se na busca por uma abordagem pedagógica que respondesse às demandas resultantes de salas de aula cada vez mais heterogêneas. Esse amplo esforço culminou na criação do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), modelo que tem como objetivo apoiar educadores sobre como atender perfis diversos de estudantes, em um mesmo ambiente de ensino, sem abrir mão do compromisso de perseguir altas expectativas para cada um.

Traduzindo em miúdos, o DUA baseia-se na adoção de um planejamento pedagógico orientado pelas diferenças existentes na sala de aula e no uso extensivo de tecnologias digitais. Sua lógica conceitual foi construída a partir de extensas pesquisas da neurociência sobre o processo de aprendizagem. Tais estudos comprovam a percepção de que a ideia do “aluno regular” — no sentido de um aluno que aprende de acordo com padrões pré-estabelecidos — é fantasiosa. O que se observa é uma infinita variedade de processos particulares a cada pessoa, quase como uma impressão digital.

Apesar dessa inexistência de padrões, podemos perceber que a aprendizagem contempla três redes cerebrais: uma de reconhecimento — especializada em receber e analisar informações, ideias e conceitos —, outra rede responsável por planejar, executar e monitorar ações, e uma terceira, denominada afetiva, que desempenha o papel de avaliar padrões, estabelecer significância emocional a eles e eleger prioridades. Vale mencionar que essas redes dialogam com os pré-requisitos para a aprendizagem descritos pelo psicólogo Lev Vygotsky, grande influenciador da educação contemporânea, que salientava a importância de três pressupostos: o reconhecimento da informação a ser aprendida, a aplicação de estratégias para processar essa informação e o engajamento com a tarefa de aprendizagem.

Considerando as redes mencionadas, o DUA sugere que o planejamento pedagógico incorpore a diversificação de três componentes-chave do processo: a apresentação dos conteúdos curriculares, a mediação da aprendizagem e o envolvimento dos alunos. Em outras palavras, propõe que os educadores adotem múltiplos formatos de materiais didáticos, estratégias pedagógicas e inter-relações entre o conteúdo e a vida real do estudante.

As mídias digitais exercem um papel fundamental para quem pretende trabalhar a partir do DUA. Sua flexibilidade abre possibilidades para diversos percursos de aprendizagem, na medida em que viabilizam variadas combinações entre texto, fala, imagem, além da ressignificação do erro, que pode passar a ser entendido como parte natural do processo de aprendizagem. Os smartphones, tablets, notebooks e livros digitais são exemplos desse tipo de tecnologia, capaz de ampliar substancialmente os horizontes de desenvolvimento de cada aluno.

Cabe citar que o Instituto Rodrigo Mendes e o Instituto Unibanco produziram, recentemente, uma pesquisa sobre o panorama atual de tecnologias digitais que favorecem a inclusão escolar de estudantes com deficiência. O estudo apresenta dados sobre publicações acadêmicas, exemplos de produtos desenvolvidos por big techs e casos de instituições que já estão explorando esses recursos em suas rotinas.

Atualmente, mais de 70% dos docentes do Brasil manifestam ter dificuldades em atender estudantes com deficiência em ambientes inclusivos. Diante desse cenário, o Desenho Universal para a Aprendizagem representa uma poderosa ferramenta para viabilizar o acesso de todos ao conhecimento. No final do dia, contribui para a melhoria da qualidade da educação de todo aluno e torna factível nossa missão de não deixar ninguém para trás.

Rodrigo Hübner Mendes é fundador do Instituto Rodrigo Mendes, organização que desenvolve programas de educação inclusiva. É mestre em administração pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP), membro do Young Global Leaders (Fórum Econômico Mundial) e Empreendedor Social Ashoka.

Acesse a plataforma Diversa para conhecer mais sobre os seguintes temas:

Pesquisa com lideranças escolares sobre o impacto da Covid-19 (2021)

Global School Leaders – Relatório para o Brasil

O estudo busca oferecer subsídios a governos e sociedade civil para apoiar gestores educacionais no processo de retorno às atividades escolares presenciais. Os resultados da pesquisa trazem a perspectiva dessas lideranças escolares sobre os desafios e necessidades impostos pela pandemia do novo coronavírus.

A pesquisa foi realizada em 2021, por iniciativa da organização internacional Global School Leaders, e ouviu mais de 11.000 educadoras(es) de 24 países, como Índia, Quênia, Nigéria, Uganda, Filipinas, Malásia e Indonésia. No Brasil, o estudo contou com a colaboração do Centro Lemann, da Associação Nova Escola e do Instituto Reúna e envolveu cerca de 3.700 diretoras(es), vice-diretoras(es) e coordenadoras(es) pedagógicas(os).

Acesse aqui a pesquisa na íntegra.

Conheça as(os) selecionadas(os) para o Programa de Formação e Mentoria em Pesquisas sobre Equidade na Educação!

Conheça abaixo as selecionadas e os selecionados para participar do Programa de Formação e Mentoria em Pesquisas sobre Equidade na Educação do Centro Lemann 

Pesquisadoras e pesquisadores em início de carreira:

https://bit.ly/3wC8vZe

Mentoras e mentores: 

https://bit.ly/3urZ9MF

Montamos um time de pesquisadoras e pesquisadores e mentoras e mentores diverso, que conta com pessoas de várias regiões do Brasil e diferentes áreas de formação e atuação. Nessa seleção, levamos em conta a paridade de gênero e raça. 

As atividades da primeira turma se iniciam em abril! O Programa tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento de carreiras científicas voltadas para a equidade em educação, além de promover pesquisas aplicadas junto a redes públicas de ensino.

Programa de Lideranças Educacionais inicia neste mês. Saiba mais!

Começam nesta segunda-feira (07/03) as atividades da primeira turma do Programa de Formação de Lideranças Educacionais do Centro Lemann! 

É a concretização de um sonho poder contar com a participação de 2.100 líderes na promoção da equidade e da qualidade na educação pública das 5 regiões do país. Juntas(os), vamos impactar a vida de mais de 800 mil estudantes em cerca de 2.500 escolas.

Ao todo, 56 municípios aderiram ao Programa de Formação, sendo que  49 dessas redes participarão da formação e 7 receberão apoio para realizar processo de recrutamento e seleção de gestores escolares.

Nosso programa de formação irá contribuir para que as lideranças possam aprimorar sua gestão com foco no pedagógico, aprofundar a relação de confiança e coesão entre secretarias de Educação e escolas e fazer melhor uso de dados para embasar sua tomada de decisão e reduzir as desigualdades. 

Programa de Pesquisa Aplicada lança três chamadas para pesquisadoras(es)

O Centro Lemann está com inscrições abertas para os seus primeiros programas voltados a pesquisadoras(es) interessadas(os) nas temáticas de educação e equidade no Brasil. Duas chamadas abertas fazem parte do “Programa de Formação e Mentoria para Pesquisadoras(es) em Início de Carreira”, uma direcionada para graduandas(os) e recém-graduadas(os) e outra para professoras(es) doutoras(es). A terceira chamada recebe propostas de projetos de pesquisa aplicada em temas relevantes para a promoção da equidade na educação brasileira. O programa tem início em abril de 2022 e duração de 12 meses.

Para ter acesso a mais informações sobre as chamadas e saber como se inscrever, clique aqui.

Programa de Formação e Mentoria em Pesquisas sobre Equidade na Educação do Centro Lemann

Chamada aberta para pesquisadoras(es) em início de carreira

Quem pode se inscrever?

Para concorrer a uma das 50 vagas disponíveis para pesquisadoras(es) em início de carreira, podem se inscrever estudantes de qualquer idade, cursando o último ano de graduação ou com graduação concluída em 2021, com disponibilidade de 16 horas semanais para grupos de estudos, encontros regulares com mentoras(es), elaboração de projeto de pesquisa aplicada e participação em diagnóstico e projetos de intervenção para promover a equidade nas políticas públicas de educação.

O programa oferece uma bolsa mensal de R$ 550,00, formação temática em equidade educacional e em métodos de pesquisa, mentoria para a construção de carreira científica e apoio para a participação em eventos, processos seletivos de pós-graduação, além de certificado de participação. A inscrição deve ser feita até o dia 18/2.

Serviço

Período de inscrição: 8 a 18 de fevereiro de 2022
Divulgação de selecionadas(os) para entrevistas: 4 de março
Entrevistas: 7 a 11 de marçoDivulgação do resultado: 16 de março
Assinatura dos termos de compromisso: 17 a 23 de março
Início do programa: 4 de abril de 2022
Duração do programa: 12 meses

Chamada aberta para mentoras(es)

Estão abertas também dez vagas para mentoras(es). Podem se inscrever doutoras(es) especialistas em educação, com disponibilidade de 16 horas semanais para apoiar o desenvolvimento da carreira científica de cinco pesquisadoras(es) de graduação, com atividades de mentoria individual, realizar grupos de estudos coletivos e o desenvolvimento de projetos de pesquisa em nível de pós-graduação, além de participar dos laboratórios de educação dos municípios parceiros do Centro Lemann.

O programa oferece a cada mentora e mentor uma bolsa mensal de incentivo à pesquisa, de R$ 3.500,00, oportunidade de colaboração com as redes municipais parceiras do Centro Lemann, acesso à formação temática em equidade educacional e a métodos de pesquisa e declaração de participação no programa. As inscrições já estão abertas e se encerram no dia 13/2. 

Serviço

Período de inscrição: 8 a 13 de fevereiro de 2022
Divulgação de selecionadas(os) para entrevistas: 18 de fevereiro
Entrevistas: 21 a 25 de fevereiro
Divulgação do resultado: 4 de março
Assinatura dos termos de compromisso: 10 a 16 de março
Início do programa: 4 de abril de 2022

Programa de Fomento à Pesquisa Aplicada 

Chamada aberta para pesquisas aplicadas 

O programa tem como objetivo incentivar a produção científica que busque soluções aplicadas para os desafios enfrentados pelas redes e escolas públicas na promoção da equidade na educação básica. 

As inscrições para a chamada aberta já começaram e vão até o dia 6/3/22. 

Cada projeto selecionado receberá até R$ 200.000,00 para ser desenvolvido no prazo de um ano e meio. Cada grupo deve contar com pelo menos um(uma) pesquisador(a) com doutorado e experiência em pesquisa aplicada, responsável pela coordenação do estudo.

As(Os) pesquisadoras(es) farão parte de uma rede colaborativa de grupos de trabalho entre centros de pesquisa, terão acesso a referenciais para atuação e o resultado das pesquisas será publicado e divulgado amplamente pelo Centro Lemann.

Venha com a gente promover pesquisas sobre equidade na educação! Contamos com você! 

Serviço

Período de inscrição: 8 de fevereiro a 6 de março de 2022
Divulgação dos projetos selecionados: 4 de abril de 2022
Início de apoio: abril de 2022

Inscrições abertas para o Programa de Formação de Lideranças Educacionais 2022

Você é diretor(a) escolar ou atua na secretaria como técnica(o) que acompanha as escolas? Então, você não pode perder a oportunidade de fazer parte dessa experiência inédita. Se a sua rede aderiu ao Programa de Formação de Lideranças Educacionais, procure a Secretaria de Educação para obter mais informações e se inscrever até 11 de fevereiro.

Em 2022, o Centro Lemann vai atuar em parceria com 56 redes municipais de educação para formar cerca de 2.400 lideranças que atuam junto a mais de 800 mil estudantes. Tomara que uma das redes seja a sua (confira no quadro).

Mas, se não foi desta vez, aguarde! Em 2023, novas redes poderão aderir ao programa. Fale com as(os) representantes da sua secretaria para que não percam essa oportunidade no ano que vem.

Clique aqui para saber mais sobre o Programa de Formação de Lideranças Educacionais.

Nordeste

Acaraú (CE), Arapiraca (AL), Barbalha (CE), Bezerros (PE), Bonito (PE), Branquinha (AL), Brejo Santo (CE), Camaçari (BA), Caruaru (PE), Crateús (CE), Cristinápolis (SE), Cruz (CE), Currais Novos (RN), Eusébio (CE), Jucás (CE), Mamanguape (PB), Mata de São João (BA), Princesa Isabel (PB), Serra Talhada (PE), Sobral (CE), Sousa (PB) e Vargem Grande (MA)

Norte

Benevides (PA), Brasiléia (AC), Ferreira Gomes (AP), Gurupá (PA), Gurupi (TO), Maués (AM), Porto Grande (AP), Porto Nacional (TO), Presidente Figueiredo (AM), Tartarugalzinho (AP) e Xapuri (AC)

Centro-oeste

Campinorte (GO), Itapaci (GO), Três Lagoas (MS), Uruaçu (GO) e Várzea Grande (MT)

Sudeste

Aiuruoca (MG), Arantina (MG), Ferraz de Vasconcelos (SP), Mogi das Cruzes (SP), Novo Horizonte (SP), Paulínia (SP) e São Vicente (SP)

Sul

Água Mornas (SC), Castro (PR), Joinville (SC) e Ponta Grossa (PR)